
O currículo Lattes, principal plataforma para inclusão de atividades acadêmicas, publicações e pesquisa no Brasil, terá uma aba indicando períodos de licença maternidade e paternidade.
A novidade foi anunciada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e embora sem data confirmada para começar a funcionar, deve estar disponível nos próximos meses.
As informações serão opcionais e a ideia é que os dados ajudem a entender o impacto do nascimento e adoção de filhos na carreira de cientistas. Especialmente para as mulheres, a informação ajudaria a explicar uma queda na produtividade no período da maternidade.
O pedido para a inclusão do dado partiu do movimento Parent in Science, no ano passado.
A proposta da mudança foi apoiada por 34 entidades científicas, entre elas a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Em nota, o CNPq disse que “as informações sobre maternidade e paternidade poderão ser utilizadas, por exemplo, na avaliação de produtividade do (a) pesquisador (a), um critério importante no julgamento de propostas de bolsa, já que o período de licença maternidade pode afetar diretamente na produção de artigos e outros resultados” e que “o fomento a ações de promoção da equidade entre homens e mulheres na ciência e tecnologia é uma das principais exigências mundiais da área”.
A maternidade é também um trabalho full-time e deve ser reconhecido como tal.
Quanto mais fácil for para mães e empresas falarem abertamente sobre a maternidade, mais rápida será a mudança para um mercado de trabalho mais inclusivo, real e humano.
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Você também pode fazer parte desta campanha para tornar a maternidade visível.
Agora pode preencher essa lacuna no seu curriculum com um nome oficial para a pausa maternidade. Saiba mais em Maternidade Visível.
Fonte: Revista Galileu
