Qual é o real valor do tempo “em casa”?
A executiva do Google e mãe de três filhos, Martha Ivester compartilha o que aprendeu sobre o valor de seus 10 anos como mãe e dona de casa e como este tempo impactou positivamente na sua carreira.
Depois de 10 anos “em casa”, e com 44 anos, ela retornou ao mercado de trabalho em uma posição full-time e sendo a única mãe trabalhando na empresa.
Após finalizada sua trajetória nessa empresa e antes de partir para o Google, no seu último dia, sua equipe preparou um presente de despedida especial: um quadro reunindo notas de agradecimento de cada um dos membros da equipe, no qual mencionavam especificamente como o trabalho dela influenciou na vida deles e na própria empresa, a seguir alguns exemplos:
- Ela ajudou a mudar a cultura da empresa, especialmente na percepção sobre as mães que trabalham, mostrando um caminho que pensavam não ser sustentável: ter uma mãe trabalhando full-time em uma indústria predominantemente masculina.
- Contribuiu no empoderamento das mulheres, mostrando que sim é possível ser líder sendo mulher, impulsionadas pelas qualidades que as diferenciam.
Ela compartilha como vivências familiares fortaleceram habilidades que a tornam mais valiosa no mercado de trabalho.
Vivências que para a mãe que está em casa, são exercitadas 24hs por dia e 7dias por semana.
Entre os soft-skills destacados, menciona:
- Ser resolutiva
- Comunicar assertivamente
- Ser empoderada
- Empatia
- Compartilhar visão
- Inspirar
- Planejamento do tempo
- Organização
- Flexibilidade
- Relacionamento inter-pessoal
Adicionalmente, relata como a maternidade mudou sua perspectiva em relação sobre sua relevância, ambição e seu impacto para motivar mulheres e demonstrar que é possível continuar competitiva mesmo cuidado dos filhos.
A maternidade a tornou uma funcionária melhor, uma gestora mais eficiente e principalmente uma líder.
Para finalizar, ela compartilha dois estudos realizados pelo Google sobre habilidades que definem gestores de sucesso e características de equipes eficientes.
Identificaram os 8 comportamentos chave para gestores de sucesso, sendo eles, os mais importantes os seguintes soft-skills:
- Empatia
- Comunicação
- Empoderamento
- Bem-estar
Parecem familiares?
Sim, todos exercitados durante a maternidade.
Ao estudar as características de equipes altamente eficientes, identificaram que:
Bem-estar psicológico
É o fator mais importante.
Isto descreve um clima organizacional que transmite confiança e respeito mutuo permitindo assumir riscos, sem se sentir julgado.
Somado a: Estrutura e claridade, Propósito, Impacto
Este perfil de equipes, são:
- mais leais a empresa, contam com índices de retenção maior
- mais propensos a aceitar diversidade de opiniões
- trazer mais receita
Como isto afeta as mães que estão “em casa”?
O que as mães que ficam em casa fazem durante o dia?
Não é garantir o clima de bem-estar psicológico, oferecer estrutura e claridade para seus filhos, ajudar a interpretar o mundo, encontrar significados e caminhos para se diferenciar?
As habilidades chave para o sucesso na gestão e para equipes altamente eficientes são aqueles que as mães exercitam diariamente.
Ser mãe é acordar todos os dias pensando em como o trabalho que vou fazer hoje vai ter o maior impacto em fazer com que meus filhos sejam os melhores seres humanos. Como encorajar bons comportamentos e motivá-los para que se sintam confiantes para assumir riscos e tomarem decisões inteligentes na vida.
O tempo investido na maternidade é bom para o futuro dos filhos e também para os negócios.
O cuidados dos filhos ensinam sobre compaixão, motivação para enfrentar adversidades, e como se posicionar.
Estar presente na rotina dos filhos nos permite “re-calibrar” o que a próxima geração de homens pensa sobre o que é normal e as oportunidades para fazer as maiores diferenças no futuro da mulher.
Começa aqui, com nosso exemplo e com nossos filhos.
Sabemos que a experiência de cada mulher com a maternidade é única.
Quais habilidades você identifica na sua rotina com as crianças?
Te ajudamos a pensar nisso neste passo a passo.
Fonte: “Como 10 anos “em casa” me tornaram uma líder melhor”
